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Notícias

 

Ex-eleitora de Bolsonaro, drag Kaká di Polly fez nascer a 1ª Parada LGBT do país

PUBLICADO EM 6/6/2021POR KETRYN CARVALHO

É oportuno lembrar-se da importância da drag Kaká di Polly

A drag queen Kaká di Polly, um dos grandes ícones da militância LGBTQ+ de São Paulo, basicamente deu à luz primeira Parada LGBT+ do país. A artista, que iniciou sua carreira intercalando o trabalho de psicologia com shows deslumbrantes como drag, figurou como representação prevalecente na Parada SP na primeira edição, em 1997, simplesmente por ajudar o movimento acontecer.

Ao perceber que os policiais estavam bloqueando a Parada, especialmente pela aglomeração intensa de pessoas, Kaká fingiu desmaio com o intento de paralisar o trânsito e ajudar a parada fluir.

“Eles tinham fechado pra gente só uma via da avenida. Nós tínhamos que caminhar por aquela faixa e não interromper o trânsito. A polícia chegou e achou que ia ser bagunça, não sei o que, e falaram que ia ficar parado, como uma manifestação. O Beto chorando, em lágrimas e eu falei ‘pera um pouco, mona, eu vou fazer um negócio’. A hora que eu fizer, você coloca esse caminhão na rua e sai andando com esse povo atrás. Eu fui lá na frente, onde começava a rua, eu estava com uma bandeira oficial do Brasil e a polícia olhando pra mim, aí eu fui ficando nervosa e pus a mão no peito e fingi que eu caí, me joguei no chão”, disse em entrevista à Vice.

História

Em resumo – Em 1995, a comunidade começou a se organizar e entender profundamente que, para conseguir algum direito, é preciso correr atrás dele. Já no ano de 1996, o ato foi na Praça Roosevelt, em São Paulo. A atração contou com cerca de 500 pessoas. Todas unidas em prol das demandas LGBTs e pela luta de favorabilidade à dignidade da pessoa humana, sem distinção. Dessa maneira, em 1997, aconteceu a primeira Parada LGBT na cidade de São Paulo. O evento reuniu cerca de duas mil pessoas. Nós falamos com aprofundamento sobre a gênese da Parada na reportagem de 2019.

Polêmicas

Kaká, há 1 ano, fez uma montagem com o presidente vestido de palhaço e afirmou estar arrependida de seu voto. Já em uma carta aberta publicada em seu site, a artista deu detalhes sobre o seu posicionamento no espectro político.Recentemente, por meio do Instagram, partilhou uma imagem de Fora Bolsonaro.

Fonte: Observatório G

Link: encurtador.com.br/mvNZ6

Pesquisa nacional traça mercado de trabalho e renda da população LGBT

As diversas identidades de gênero também foram abordadas na pesquisa

PUBLICADO EM 25/10/2021 22:38POR KETRYN CARVALHO

A TODXS Brasil, startup sem fins lucrativos que possui mais de 150 pessoas voluntárias e trabalha em prol dos direitos e inclusão da comunidade LGBTI+ no Brasil, lança a “Pesquisa Nacional por Amostra da População LGBTI+”.

Leia mais em:

https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/comportamento/pesquisa-nacional-traca-mercado-de-trabalho-e-renda-da-populacao-lgbt

 

Foto:EternamenteSOU - Angela e Wilma

Idosos LGBTs podem enfrentar impactos com a invisibilidade

Alguns aspectos podem deixar essa população mais vulnerável

PUBLICADO EM 29/09/2021 19:12POR RAFAEL CARVALHO

Em uma era com pautas de acolhimento cada vez mais discutidas, a população idosa LGBT tende a sofrer com a invisibilidade. O ruim é que, com o fato sempre presente, essas pessoas sofrem um afastamento. Além disso, viram alvos de diversos problemas.

‘Mariconas, Bicha Velha’ estão entre as ofensas mais comuns a esses indivíduos. Alguns pontos devem ser ligados a essa invisibilidade. Problemas como a falta de discussão, direitos, saúde, relacionamentos homoafetivos, e solidão, estão interligados à essa questão.

Segundo uma pesquisa feita pelo Centro Internacional de Longevidade, a popução pode ter uma probabilidade menos de felicidade, já podem carregar mais marcas da antiga sociedade mais heteronormativa. Além disso, eles afirmaram que em muitos casos, podem sofrer DE depressão e se apegarem intensamente ao álcool.

“Algumas pessoas podem ter escondido suas identidades LGBTQ+ – sob uma perspectiva de saúde, isso pode tê-las motivado a esconder aspectos da própria saúde pelo medo de ‘sair do armário. No contexto do envelhecimento LGBT, a ideia de que eles possuem uma saúde pior está associada com as experiências negativas do passado. Em outras palavras, consequências do preconceito e o estigma terão um impacto que se manifestará na saúde física e mental”, falou Brian Beach, um dos responsáveis pelo relatório.

Solidão

De acordo com uma pesquisa feita pelo psicólogo Andrew Solomon, 7,3% da população dos idosos LGBTs já tentaram tirar a própria vida, visto que a solidão os deixam oprimidos. Trabalhar a autoaceitação e descobertas não é um caminho tão fácil.

Relacionamentos homoafetivos

Em uma sociedade que aparenta a juventude como a melhor fase possível, os relacionamentos homoafetivos tendem a serem vistos com um duplo preconceito. Casos como o da personagem Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg na TV ainda são raros.

Saúde e mais invisibilidade

Com diversos problemas que podem afetar a saúde mental, essa população necessita mais do que tudo, de acompanhamento médico que lhe apresentem segurança. Vale dizer ainda que este profissional deve saber as diferenças de sexualidade, orientação sexual, identidade e gênero.

Fonte: Observatório G

Link: encurtador.com.br/eBCSU

Julianna Margulies e Reese Witherspoon em The Morning Show (Foto: Reprodução)

Atriz defende cenas de sexo com Reese Witherpoon e sugere que teve suas experiências lésbicas

"Posso te dizer que eu nunca, nunca ficaria com raiva se uma lésbica interpretasse uma mulher hétero", argumentou Julianna Margulies

A atriz Julianna Margulies, de 54 anos, comentou sobre sua participação em série ao lado de Reese Witherspoon, em que formam um par romântico, e afastou qualquer polêmica que possa causar o fato de elas duas, mulheres héteros, assumirem os papéis.

Margulies fez as declarações ao podcast ‘Just for Variety’ nesta quarta-feira (13). A atriz aparece como Laura Peterson na série ‘The Morning Show’, que conta com as atuações de Jennifer Aniston, 52, e Reese Witherspoon, 45, e Steve Carell, 59.

“Quem pode dizer que não tive minhas próprias experiências gays? Estamos fazendo suposições”, brincou Margulies, que forma um casal com Witherspoon no drama.

A artista, que é a estrela da série ‘The Good Wife’, comenta a situação de duas atrizes héteros interpretarem personagens lésbicas e, apesar de estar consciente da polêmica que isso possa causar, pondera: “Eu sei que houve algum barulho do tipo ‘Atrizes lésbicas vão ficar com raiva?’ E eu posso te dizer que eu nunca, nunca ficaria com raiva se uma lésbica interpretasse uma mulher hétero”, argumenta.

Margulies falou, também, a respeito de sua chegada na segunda temporada da produção: “Você tem Jennifer Aniston e Reese Witherspoon interpretando essas duas personagens muito fortes, e na segunda temporada, em vez de trazer um homem para perturbar esse equilíbrio, eles trouxeram uma mulher. Tire o chapéu para isso, porque a verdade é que as mulheres têm mais medo das mulheres.”

Inspirada no livro ‘Top of the Morning: Inside the Cutthroat World of Morning TV’, do jornalista Brian Stelter, ‘The Morning Show’ estreou em 2019 e gira em torno de um telejornal popular e os dramas após a demissão do âncora Mitch Kessler (Carell) em meio a um escândalo de má conduta sexual.

Veja o trailer da segunda temporada, que estreou neste ano:

 

Fonte: MONET

Link: https://revistamonet.globo.com/Series/noticia/2021/10/atriz-defende-cenas-de-sexo-com-reese-witherpoon-e-sugere-que-teve-suas-experiencias-lesbicas.html

 

Alvo de fala homofóbica, Contarato exige pedido de desculpas de Fakhoury

Por Lucas Neiva Em 30 set, 2021 - 12:49 Última Atualização 30 set, 2021 - 13:07

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) assumiu temporariamente a presidência da CPI da Covid-19 a pedido do presidente Omar Aziz (PDS-AM) para discursar sobre as ofensas feitas pelo depoente, o empresário Otávio Fakhoury, em suas redes sociais contra o parlamentar. Primeiro senador gay assumido, Contarato foi atacado no Twitter pelo empresário bolsonarista por conta de sua orientação sexual. “A orientação sexual não define o caráter, a cor da pele não define caráter, o poder aquisitivo não define caráter. (...) Mas se o senhor faz isso comigo como senador da República, então imagine o que isso significa no país que mais mata a população LGBT+”, declarou o senador, emocionado.

"O senhor não é um adolescente. É casado, tem filhos. Sua família não é melhor do que a minha”, disse Contarato. “Não pensem que pra mim é fácil estar aqui e me expor. Que tipo de imagem eu vou deixar pros meus filhos? Que tipo de imagem o senhor enquanto pai deixa para os seus filhos?”, acrescentou. O senador é casado e pai de duas crianças. "Sua família não é melhor que a minha", frisou Contarato. Confira a seguir:

 

Em resposta, Fakhoury afirmou que o comentário foi “infeliz e em tom de brincadeira”. Disse também ter amigos de diversas orientações sexuais, e que não teve a intenção de ofender o senador. “Eu lhe peço desculpas, pois não sou uma pessoa que discrimina por raça, cor ou orientação sexual. (...) Se o comentário possa ter lhe ofendido, eu me retrato aqui diante de todos e a todos que se sentiam ofendidos”. O depoimento nas redes sociais do empresário foi encaminhado a pedido de Randolfe Rodrigues (PSB-AP) ao Ministério Público da União pelo crime de homofobia.

No Twitter, em postagem já deletada pelo empresário, Fakhoury afirmou ter sido convocado por um “delegado homossexual” e ironiza Contarato por um erro de digitação e provoca dizendo que o senador deveria ter se sentido atraído pelo perfume de algum senador. Em um tuíte o senador escreveu  "fragrancial" em vez de "flagrancial".

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